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sexta-feira, 20 de março de 2020

Divisão celular - completo

março 20, 2020 0
Divisão celular - completo
Introdução
Nosso organismo está sempre realizando divisões celulares. Há dois tipos de divisão celular, a mitose e a meiose, e nós realizamos tanto uma quanto outra, mas em situações diferentes. Para o estudante, é importante saber o conceito, as fases, o processo e tudo inerente a divisão celular. Porém neste trabalho, focalizar-nos-emos na “Mitose” como o nosso tema principal.
Salientar que Mitose é o processo pelo qual as células eucarióticas dividem seus cromossomos entre duas células menores do corpo. Este processo dura, em geral, 52 a 80 minutos e é dividido em quatro fases: Prófase, metáfase, anáfase e telófase. Que serão também descritos durante esta abordagem.

Divisão Celular
Divisão celular é o processo que ocorre nos seres vivos, através do qual uma célula, chamada célula-mãe, se divide em duas (mitose) ou quatro (meiose) células-filhas, com toda a informação genética relativa à espécie Este processo faz parte do ciclo celular.
Nos organismos unicelulares como os protozoários e as bactérias este é o processo de reprodução assexuada ou vegetativa. Nos organismos multicelulares, estes processos podem levar à formação dos esporos ou gametas, que darão origem ao novo indivíduo, ou ao crescimento do indivíduo desde o zigoto até ao indivíduo adulto (por crescimento dos tecidos), ou apenas à substituição de células senescentes por células novas.

Mitose
Um dos pressupostos fundamentais e principais da biologia celular é o de que todas as células se originam a partir de células pré-existentes, à excepção do ovo ou zigoto que, nos seres vivos com reprodução sexuada, resulta da união de duas células reprodutivas (gâmetas), cada qual com metade da informação genética de seus pais.
A mitose é um processo de divisão celular, já que, a partir de uma célula formada, originam-se duas células com a mesma composição genética (mesmo número e tipo de cromossomos), mantendo assim inalterada a composição e teor de DNA característico da espécie (exceto se ocorrer uma mutação, fenômeno menos comum e acidental). Este processo de divisão celular é comum a todos os seres vivos, dos animais e plantas multicelulares até os organismos unicelulares, nos quais, muitas vezes, este é o principal ou, até mesmo, o único processo de reprodução (reprodução assexuada).

Definição
Uma definição simples e concreta seria. Mitose é o processo pelo qual as células eucarióticas dividem seus cromossomos entre duas células menores do corpo. Este processo dura, em geral, 52 a 80 minutos.

FASES DA MITOSE
A mitose é um processo contínuo de divisão celular, mas, por motivos didáticos, para melhor compreendê-la, vamos dividi-la em fases: prófase, metáfase, anáfase e telófase. Alguns autores costumam citar uma quinta fase – a prometáfase – intermediária entre a prófase e a metáfase. O final da mitose, com a separação do citoplasma, é chamado de citocinese.

1. Profase
  • Os cromossomos começam a ficar visíveis devido à espiralação.
  • O nucléolo começa a desaparecer.
  • Organiza-se em torno do núcleo um conjunto de fibras (nada mais são do que microtúbulos) originadas a partir dos centrossomos, constituindo o chamado fuso de divisão (ou fuso mitótico).

Embora os centríolos participem da divisão, não é deles que se originam as fibras do fuso. Na mitose em célula animal, as fibras que se situam ao redor de cada par de centríolos opostas ao fuso constituem o áster (do grego, aster = estrela).
  • O núcleo absorve água, aumenta de volume e a carioteca se desorganiza.
  • No final da prófase, curtas fibras do fuso, provenientes do centrossomos, unem-se aos centrômeros. Cada uma das cromátides-irmãs fica ligada a um dos pólos da célula.

Note que os centrossomos ainda estão alinhados na região equatorial da célula, o que faz alguns autores designarem essa fase de prometáfase.A formação de um novo par de centríolos é iniciada na fase G1, continua na fase S e na fase G2 a duplicação é completada. No entanto, os dois pares de centríolos permanecem reunidos nomesmocentrossomo. Ao iniciar a prófase, o centrossomo parte-se em dois e cada par de centríolos começa a dirigir-se para pólos opostos da célula que irá entrar em divisão.

2. Metafase

Os cromossomos atingem o máximo em espiralação, encurtam e se localizam na região equatorial da célula.No finalzinho da metáfase e início da anáfase ocorre a duplicação dos centrômeros.


3. Anafase
As fibras do fuso começam a encurtar. Em conseqüência, cada lote de cromossomos-irmãos é puxado para os pólos opostos da célula.
Como cada cromátide passa a ser um novo cromossomo, pode-se considerar que a célula fica temporariamente tetraplóide.

4. Telófase
  • Os cromossomos iniciam o processo de desespirilação.
  • Os nucléolos reaparecem nos novos núcleos celulares.
  • A carioteca se reorganiza em cada núcleo-filho.
  • Cada dupla de centríolos já se encontra no local definitivo nas futuras células-filhas.


Importância da mitose
  • Permite renovar as células com omesmomaterial genético.
  • Nos seres unicelulares a mitose já possui o papel da reprodução em si, uma vez que gera dois seres idênticos a partir de um.
  • Nos seres pluri ou multi celulares, a mitose possui três funções básicas e são elas:
  • Crescimento corpóreo
  • Regeneração de lesões
  • Renovação dos tecidos

Utilização da mitose pelos seres humanos
Este processo biológico é rentabilizado pelo homem de diferentes modos: como uma técnica agrícola - regeneração de plantas inteiras a partir de fragmentos (por exemplo, cultivo de begónias, roseiras, árvores de fruta e outras); em laboratório - onde bactérias geneticamente modificadas são postas a reproduzirem-se rápida e assexuadamente, através de duplicação mitótica (por exemplo, para produzir insulina); na exploração de cortiça - a casca dos sobreiros é regenerada por mitose; e em muitas outras actividades que se tornam possíveis graças à existência deste processo de duplicação celular.

Conclusão
A mitose é um tipo de divisão celular, que serve para formar duas células-filhas iguais a partir de uma célula-mãe. É um processo necessário desde nosso desenvolvimento e crescimento como embrião até a nossa fase adulta, quando formamos, por exemplo, novas células da pele todos os dias, ou quando precisamos de novas células para regenerar tecidos lesionados.
Nossas células somáticas (conjunto de todas as células exceto as germinativas) oscilam entre dois períodos, a intérfase e a mitose. A intérfase é o período que a célula cresce, exerce suas funções e se prepara para a próxima divisão. A mitose é a divisão celular em si. Vale lembrar que células de diferentes tecidos possuem taxas de divisão diferentes, ou seja, algumas sofrem mitose muitas vezes, como as da nossa pele, outras sofrem poucas ou nenhuma vez, como as do cérebro.
A mitose para a maioria dos organismos unicelular é única maneira de se multiplicar, e portanto, muito importante na perpetuação da espécie.

Bibliografia
  • SILVA, Amparo Dias da, e outros; Terra, Universo de Vida 11 - 1ª parte, Biologia; Porto Editora; Porto; 2008;
  • AMABIS, José Mariano; MARTHO, Gilberto Rodrigues. Biologia das Células 1. 4ª edição. São Paulo: Editora Moderna, 2015.


Biologia celular - Irritabilidade e Permeabilidade Celular

março 20, 2020 0
Biologia celular - Irritabilidade e Permeabilidade Celular
Membrana Plasmática 
O transporte entre a célula e o meio é controlado pela membrana plasmática. Esta membrana determina o tipo de molécula a serem movidas para o interior ou para o meio externo, além da direcção e a velocidade de transporte (Faria, 2000). 
O controle exercido pelas membranas, conhecido como permeabilidade selectiva, resulta da natureza lipídica de sua estrutura básica, o que torna mais fácil a penetração de substâncias não polares e dificulta a passagem de compostos hidrossolúveis, a da presença de carregadores ou transportadores específicos de natureza protéica para determinadas substâncias polares. A permeabilidade selectiva das membranas depende também da presença de cálcio, pois este catião é essencial à integridade das mesmas, pois está envolvido nas pontes de ligação entre os lipídeos e as proteínas.
Proteínas da Membrana 
Enquanto a bicamada lipídica determina a estrutura básica das membranas biológicas, as proteínas são responsáveis pela maioria das funções da membrana, actuando como receptores específicos, enzimas, proteínas transportadoras, entre outra funções (Greghi 1999). Muitas proteínas da membrana estendem-se através da bicamada lipídica: em algumas dessas proteínas transmembranais a cadeia polipeptídica cruza a bicamada como uma alfa-hélice única (proteínas unipasso); em outras, inclusive naquelas responsáveis pelo transporte transmembrana de iões e pequenas moléculas hidrossolúveis, a camada polipeptídica cruza a bicamada múltiplas vezes, seja como uma série de alfa-hélices, seja como uma folha beta na forma de um barril fechado (proteína multipasso).

Tipos de transportes
As células são sistemas abertos, através dos quais se processam fluxos de matéria e de energia. A matéria, sob a forma de pequenas moléculas, de macromoléculas ou mesmo de partículas complexas, transitam do exterior para o interior, através de mecanismos de complexidade variada e com diversos encargos energéticos para a economia celular. Se há moléculas, como a água, o oxigénio, que transitam com extrema facilidade através da membrana plasmática, por simples difusão, há outras que, pela sua dimensão ou lipofobia, implicam a instalação, na membrana, de mecanismos específicos. No caso de partículas complexas ou mesmo de macromoléculas, a captação tira partido da plasticidade da membrana, que se deforma especialmente para abraçar os corpos a captar e os interiorizar, submetendo- 11 os de seguida a um processo interno de digestão, que faz apelo à intervenção dos lisossomas.
A maior ou menor facilidade com que as moléculas transitam através da membrana traduz-se pelo coeficiente de permeabilidade, determinado em relação a uma dupla camada fosfolipídica artificia. O coeficiente de permeabilidade é, compreensivamente, função essencialmente de três factores: a dimensão da molécula, o seu estado de ionização e a sua afinidade para com os lipídeos, por isso têm-se tipos de transporte diferentes para cada molécula. Por sua vez, a afinidade de uma substância para com os lípidos traduz-se pelo seu coeficiente de partição, o qual se calcula pela razão entre a solubilidade num óleo determinado e a solubilidade na água.
Irritabilidade
Quando falamos sobre irritabilidade em Biologia, referimo-nos à capacidade dos seres vivos de responderem a estímulos, internos ou externos, ou mudanças no meio. Essa resposta pode ocorrer de várias formas, como o afastamento ou o crescimento em direcção a esse estímulo.


O processo de irritabilidade não é exclusividade dos animais, não sendo, portanto, uma resposta exclusiva do sistema nervoso. Cada célula responde de maneira diferente a um estímulo. No caso das células do sistema nervoso, ocorre uma transmissão de impulso, processo conhecido como condutibilidade.
Exemplos:
  • Crescimento da planta em direcção à fonte de luz: As plantas possuem a capacidade de crescer em direcção à luz como uma forma de obter a energia luminosa fundamental para seus processos de fotossíntese. O crescimento em resposta a estímulos luminosos na planta é chamado de fototropismo.
  • Sensitiva: A planta sensitiva, ao ser tocada, fecha seus folíolos. Isso ocorre graças à perda de água que ocorre na base das pequenas folhinhas.
  • Dioneia (Planta carnívora): Essa planta fecha suas folhas após ser estimuladas pelo toque, por exemplo, de um insecto que pousa em suas armadilhas. Assim como a sensitiva, o fechamento das folhas está relacionado com a perda de água.
  • Dilatação da pupila: A pupila dos animais apresenta-se dilatada em ambientes escuros como uma forma de adaptação à pequena quantidade de luz disponível. Quando a luz é colocada em direcção aos nossos olhos, a pupila contrai-se para proteger-se da luz intensa.


Definição de biologia celular

março 20, 2020 0
Definição de biologia celular
Membrana Plasmática 
O transporte entre a célula e o meio é controlado pela membrana plasmática. Esta membrana determina o tipo de molécula a serem movidas para o interior ou para o meio externo, além da direcção e a velocidade de transporte (Faria, 2000). 
O controle exercido pelas membranas, conhecido como permeabilidade selectiva, resulta da natureza lipídica de sua estrutura básica, o que torna mais fácil a penetração de substâncias não polares e dificulta a passagem de compostos hidrossolúveis, a da presença de carregadores ou transportadores específicos de natureza protéica para determinadas substâncias polares. A permeabilidade selectiva das membranas depende também da presença de cálcio, pois este catião é essencial à integridade das mesmas, pois está envolvido nas pontes de ligação entre os lipídeos e as proteínas.
Proteínas da Membrana 
Enquanto a bicamada lipídica determina a estrutura básica das membranas biológicas, as proteínas são responsáveis pela maioria das funções da membrana, actuando como receptores específicos, enzimas, proteínas transportadoras, entre outra funções (Greghi 1999). Muitas proteínas da membrana estendem-se através da bicamada lipídica: em algumas dessas proteínas transmembranais a cadeia polipeptídica cruza a bicamada como uma alfa-hélice única (proteínas unipasso); em outras, inclusive naquelas responsáveis pelo transporte transmembrana de iões e pequenas moléculas hidrossolúveis, a camada polipeptídica cruza a bicamada múltiplas vezes, seja como uma série de alfa-hélices, seja como uma folha beta na forma de um barril fechado (proteína multipasso).

Tipos de transportes
As células são sistemas abertos, através dos quais se processam fluxos de matéria e de energia. A matéria, sob a forma de pequenas moléculas, de macromoléculas ou mesmo de partículas complexas, transitam do exterior para o interior, através de mecanismos de complexidade variada e com diversos encargos energéticos para a economia celular. Se há moléculas, como a água, o oxigénio, que transitam com extrema facilidade através da membrana plasmática, por simples difusão, há outras que, pela sua dimensão ou lipofobia, implicam a instalação, na membrana, de mecanismos específicos. No caso de partículas complexas ou mesmo de macromoléculas, a captação tira partido da plasticidade da membrana, que se deforma especialmente para abraçar os corpos a captar e os interiorizar, submetendo- 11 os de seguida a um processo interno de digestão, que faz apelo à intervenção dos lisossomas.
A maior ou menor facilidade com que as moléculas transitam através da membrana traduz-se pelo coeficiente de permeabilidade, determinado em relação a uma dupla camada fosfolipídica artificia. O coeficiente de permeabilidade é, compreensivamente, função essencialmente de três factores: a dimensão da molécula, o seu estado de ionização e a sua afinidade para com os lipídeos, por isso têm-se tipos de transporte diferentes para cada molécula. Por sua vez, a afinidade de uma substância para com os lípidos traduz-se pelo seu coeficiente de partição, o qual se calcula pela razão entre a solubilidade num óleo determinado e a solubilidade na água.
Irritabilidade
Quando falamos sobre irritabilidade em Biologia, referimo-nos à capacidade dos seres vivos de responderem a estímulos, internos ou externos, ou mudanças no meio. Essa resposta pode ocorrer de várias formas, como o afastamento ou o crescimento em direcção a esse estímulo.


O processo de irritabilidade não é exclusividade dos animais, não sendo, portanto, uma resposta exclusiva do sistema nervoso. Cada célula responde de maneira diferente a um estímulo. No caso das células do sistema nervoso, ocorre uma transmissão de impulso, processo conhecido como condutibilidade.
Exemplos:
  • Crescimento da planta em direcção à fonte de luz: As plantas possuem a capacidade de crescer em direcção à luz como uma forma de obter a energia luminosa fundamental para seus processos de fotossíntese. O crescimento em resposta a estímulos luminosos na planta é chamado de fototropismo.
  • Sensitiva: A planta sensitiva, ao ser tocada, fecha seus folíolos. Isso ocorre graças à perda de água que ocorre na base das pequenas folhinhas.
  • Dioneia (Planta carnívora): Essa planta fecha suas folhas após ser estimuladas pelo toque, por exemplo, de um insecto que pousa em suas armadilhas. Assim como a sensitiva, o fechamento das folhas está relacionado com a perda de água.
  • Dilatação da pupila: A pupila dos animais apresenta-se dilatada em ambientes escuros como uma forma de adaptação à pequena quantidade de luz disponível. Quando a luz é colocada em direcção aos nossos olhos, a pupila contrai-se para proteger-se da luz intensa.


Definição de Biologia Celular
Ficha de apoio de Biologia com o Tema Biologia Celular. Elaborada para ajudar a todos interessados em saber mais sobre essa matéria. 

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